NOVOS PARÂMETROS PARA GUARDA-CORPO


Revisão da norma de Guarda-corpo em Edificações inclui novas medidas para altura, voltando a exigir mínima de 1.100mm, e modifica a sobrecarga para áreas coletivas, como arenas e estádios

07/11/2017

A norma técnica NBR 14.718 – Guarda-corpo em Edificações está na última etapa de seu processo de revisão, que iniciou em 12 de fevereiro de 2017 e deve ser finalizado até o final deste ano. Criada em 2001 e revista pela última vez em 2008, a norma terá ajustes mais relevantes que garantirão a segurança das obras. Assim, quem possui a versão anterior precisará adquirir a NBR 14.718/2017 para se atualizar quanto às mudanças. 


“Estamos direcionando a norma para as pessoas segui-las. Também é sempre importante ter um engenheiro ou arquiteto responsável pelas instalações e que os guarda-corpos estejam 100% dentro da norma. Que sejam feitos testes em laboratórios de ensaios atendendo aos requisitos da NBR 14.718 e, principalmente, o teste de impacto de corpo mole chegando a 600J.

 

A norma é um complemento, inclusive para ajudar na área jurídica caso aconteça algum acidente e haja um processo judicial. E também para que arquitetos e engenheiros tenham um parâmetro a ser utilizado”, indica o professor e membro da comissão que revisa a norma, Valter Galdino.

 

“A comissao, que envolve
tambem engenheiros e arquitetos, por questoes de seguranca, decidiu em conjunto alterar a altura dos guarda-corpos para levar maior seguranca ao cliente final. E necessario voltar a altura para no minimo 1100mm porque na revisao de 2008 foi baixada para 1000mm, o que e extremamente arriscado”

-Valter Galdino, professor e membro da comissão que revisa a norma

 

Altura mínima da estrutura

Uma das alterações refere-se à altura mínima de guarda-corpos, que deverá voltar a ser de 1.100mm. “A comissão, que envolve também engenheiros e arquitetos, por questões de segurança, decidiu em conjunto alterar a altura dos guarda-corpos para levar maior segurança ao cliente final. É necessário voltar a altura para no mínimo 1100mm porque na revisão de 2008 foi baixada para 1000mm, o que é extremamente arriscado. Sendo assim, foi feito todo um cálculo, mas como o corpo de bombeiro já tinha feito essa alteração para 1100mm, a comissão de estudo decidiu acompanhar o corpo de bombeiro”, explica Galdino.

 

Ensaios e testes de resistência 

No dia 27 de abril, o Instituto Falcão Bauer da Qualidade, o professor Valter Galdino e a comissão de estudos da norma NBR 14718-Guarda-corpos para Edificações se reuniram para realizar ensaios e testes que irão direcionar as mudanças da norma que está em processo de revisão.


“A norma de guarda-corpo é bem clara e diz que o ensaio de carga de segurança tem como objetivo avaliar a função do guarda-corpos após uma eventual sobrecarga. Na prática, a ocorrência desta sobrecarga, como tumultos, impactos violentos, colisões, entre outros, remete a uma avaliação estrutural do guarda-corpo e, havendo a necessidade, ele deve ser substituído.

 

Após a aplicação da pré-carga e da carga de uso, é aplicada uma carga de segurança equivalente a 1,7 vez a carga de uso (680 N/m ou 1 700 N/m, conforme o uso privativo ou coletivo respectivamente)”, descreve o professor. 


Galdino diz que a deformação horizontal sob carga deve ser limitada a 150mm, garantindo a função do guarda-corpos. Não é necessária a avaliação da deformação residual. As cargas máximas que podem ser suportadas são determinadas através de relógios que é um equipamento que se chama deflectômetro.


Quanto às ferragens e demais componentes de fixação não há um teste específico, elas são testadas em conjunto completo. Inclusive na NRB 14718 diz que o fabricante deve apresentar projeto com elevação e cortes, em escala, contemplando todas as partes típicas do sistema, materiais e acabamentos. 

 

 

Esforço estático para áreas privativas e coletivas

A norma atual fala de forma geral sobre área privativa e coletiva e está sendo estudado adicionar especificações para áreas como estádios, arenas e rodeios, por exemplo. Está em análise o parâmetro de esforço estático diferenciado para estas situações. 


“Um exemplo é que hoje a NBR 14718 no item 5.1.1 Pré-carga e carga de uso diz que não deve apresentar ruptura de qualquer de um de seus componentes e não deve ocorrer afrouxamento ou destacamento de componentes e dos elementos de fixação agora a deformação horizontal. Quando os guarda-corpos forem submetidso à pré-carga (200 N/m), não deve superar 7 mm. A deformação horizontal sob carga (deslocamento do peitoril) com aplicação de carga de uso (400 N/m ou 1 000 N/m, conforme o uso privativo ou coletivo, respectivamente, não deve superar 20 mm. A deformação horizontal residual deve ser limitada a 3 mm, após retirada da carga de uso”, descreve.

 

 

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